A Associação Remanescente de Quilombo Maria Joaquina é um exemplo do protagonismo das iniciativas das comunidades quilombolas em sustentar pautas de direitos, não só conquistadas como a conquistar, e que também oferecem uma série de atividades inclusivas e geradoras de renda.

A presidenta da Associação, Landina Maria Antonio de Oliveira, explica que ali no espaço do território quilombola está sediada a atividade “Mulheres quilombolas na luta por reparação e bem viver”. Segundo ela, “aqui fazemos tudo, exposições, cursos, oficinas, até casamentos”, mostrando que é um espaço que congrega a comunidade.

Landina Maria tem seus ancestrais em Maria Joaquina e, aos seus 71 anos de idade, viu as muitas mudanças que ocorreram no bairro. De um lugar que era só mata, de uma vida dura, do bairro largado – que ainda “sofria uma guerra medonha”, como ela afirma, por estar na divisa entre Cabo Frio e Búzios –, onde todo o deslocamento era feito a pé, até ir se transformando em um lugar que, com muita luta, foi recebendo escola, posto de saúde, e algumas melhorias básicas. Em sua formação, ela lembra de alguns ensinamentos de seu pai, que a obrigava a ir à escola, mesmo a pé, e afirmava que o estudo e o caráter eram essenciais ao ser humano.

A Associação é bem ativa, participando de editais, de convênios – como agora com o Sebrae para um curso de costureira para 20 mulheres – e de feiras.

Landina Maria define “Mulheres quilombolas” como uma associação acolhedora.

Mais informação sobre Quilombos no Projeto de Educação Ambiental: www.quipea.com.br